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No es ningún secreto que la música latina es fundamental en la industria musical a nivel mundial. En 2025, América Latina fue la región donde más crecieron los ingresos de la música grabada. Pero ¿este crecimiento está creando las condiciones necesarias para que los artistas de la región puedan construir carreras sostenibles? Esta es otra Nota que quizás te resulte incómoda, pero es una conversación que debemos tener.
1. El problema de la infraestructura desigual
Me resulta difícil decirlo, pero los artistas latinos emergentes en Estados Unidos suelen contar con oportunidades diferentes a las de quienes viven en América Latina. ¿Por qué? Debido a las diferencias en la infraestructura y en las oportunidades comerciales disponibles.
Un artista colombiano emergente en el sur de Florida puede establecer relaciones directas con negocios locales y colaborar en la organización de eventos. Ese mismo artista, tras consolidar una comunidad real de fans, puede empezar a crear productos de marca para ellos. En algunos países latinoamericanos, esto representa un desafío: se requieren tanto los recursos para producir dichos artículos como una audiencia con poder adquisitivo para comprarlos.
2. El costo de mantener una carrera musical
Grabación, marketing, equipo técnico y colaboradores: si hablamos de una carrera profesional, los costos pueden ser elevados. Puede que plataformas como Instagram, TikTok o YouTube sean gratuitas, pero ¿qué ocurre con una colaboración que consideras estratégica para tu trayectoria? ¿O cuando necesitas reemplazar tu equipo de grabación? Son gastos que pueden surgir a lo largo de una carrera musical.
Nuestro artista colombiano en el sur de Florida debe gestionar tanto su presupuesto musical como su presupuesto personal; sin embargo, su realidad financiera puede ser muy distinta a la de un artista que vive, por ejemplo, en Venezuela.
La región no es un bloque uniforme. Brasil y México, por ejemplo, se encuentran entre los diez mercados de música grabada más grandes del mundo. Las oportunidades para un artista brasileño o mexicano, ya sea emergente o de nivel intermedio, no son necesariamente las mismas que tiene un artista en otro país de la región. En mi trabajo con Somos la Historia, he visto de primera mano que las oportunidades no son iguales en toda América Latina. Pero creo que debemos plantearnos dos preguntas fundamentales:
¿Qué significa realmente tener un mercado musical sólido? ¿Basta con que la gente consuma más música, o deberíamos analizar también la diversidad de oportunidades disponibles para los artistas que viven en ese mercado?
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Não é segredo que a música latina tem um papel fundamental na indústria musical mundial. Em 2025, a América Latina foi a região que registrou o maior crescimento nas receitas de música gravada. Mas será que esse crescimento está criando as condições necessárias para que os artistas da região consigam construir carreiras sustentáveis? Esta é mais uma Nota que talvez te deixe desconfortável, mas é uma conversa que precisamos ter.
1. O problema da infraestrutura desigual
É difícil dizer isso, mas os artistas latinos em início de carreira nos Estados Unidos costumam ter acesso a oportunidades diferentes das que estão disponíveis para quem vive na América Latina. Por quê? Por causa das diferenças de infraestrutura e das oportunidades comerciais disponíveis.
Um artista colombiano em início de carreira no sul da Flórida pode estabelecer parcerias diretamente com empresas locais e colaborar na organização de eventos. Esse mesmo artista, depois de construir uma comunidade de fãs de verdade, pode começar a criar produtos da sua própria marca para vender a eles. Em alguns países latino-americanos, isso representa um desafio: é preciso ter recursos para produzir esses itens e um público com poder de compra para adquiri-los.
2. O custo de manter uma carreira musical
Gravação, marketing, equipamentos e colaboradores: quando falamos de uma carreira profissional, os custos podem ser altos. Plataformas como Instagram, TikTok e YouTube podem ser gratuitas, mas e quando surge uma colaboração que você considera estratégica para a sua carreira? Ou quando precisa substituir seus equipamentos de gravação? São custos que fazem parte da realidade de uma carreira musical.
O artista colombiano do nosso exemplo, que mora no sul da Flórida, precisa administrar tanto o orçamento destinado à música quanto o orçamento pessoal. No entanto, sua realidade financeira pode ser muito diferente da de um artista que vive, por exemplo, na Venezuela.
A América Latina não é um bloco uniforme. Brasil e México, por exemplo, estão entre os dez maiores mercados de música gravada do mundo. As oportunidades para um artista brasileiro ou mexicano, seja ele iniciante ou esteja em uma fase intermediária da carreira, não são necessariamente as mesmas que um artista encontra em outro país da região. No meu trabalho com o Somos la Historia, tenho visto de perto que as oportunidades não são iguais em toda a América Latina. Mas acredito que precisamos fazer duas perguntas fundamentais:
O que realmente significa ter um mercado musical forte? Basta que as pessoas consumam mais música ou também deveríamos analisar a diversidade de oportunidades disponíveis para os artistas que vivem nesse mercado?
Shazzy
